quinta-feira, 3 de abril de 2008

DAY NINE - Just another day

Dia Nove - Somente um dia comum.



Hoje caí na rotina. Trabalhei bastante não fiz nenhuma coisa emocionante. Saí no happy-hour para conhecer um bar chamado Rudy´s na 9th Avenue. Muito aconchegante, com um porteiro de 300 kilos supersimpático, cachorros quente de graça e bebida barata. O lugar is pequeno e desgatado pelo uso, como toda Manhattan. Amanhã é sexta e vou quebrar tudo no SoHo depois do trabalho. Talvez nem tenha postagem, portanto, preparem-se, sábado vamos ter muito que conversar.





FUTILIDADES

Descobri um supermercado. Pode parecer ridículo, mas para mim foi fundamental. Comer fora o tempo todo é mesmo o meu estilo, mas nada como dar uma recarregada fazendo um jantarzinho bem tranquilo em casa. Os preços não são baratos, mas a variedade de produtos impressiona.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

DAY EIGHT - Experiências Thailandesas

Ok. Haja o que houver, quando você for no Bangkok House na Restaurant Row (rua cheia de restaurantes na west 46th entre a 8th e 9th ave) peça light spicy. Ontem jantei neste thailandês, um dos dez mais de NY segundo o Zagat (um guia de casas noturnas, bares e restaurantes daqui). Digamos que foi uma experiência gastronômica...assim...como direi...nova? Escolhi o menu degustação, com direito a sopa, entrada, prato principal, chá quente, sobremesa e muita, muita água. A sopa era de côco com cogumelos e galinha. Isso mesmo, não errei. Galinha cozida em água de côco com cogumelos é exatamente isso que parece, uma coisa doce, muito doce e quente, uma festa para o paladar, mas impossível de tomar mais de três colheres. A seguir, a entrada. Até aí tudo certo, a entrada era uma salada de alface e rúcula com dois bolinhos primavera, um molho que até agora eu não decifrei e outro com pimenta. O molho tinha os seguintes ingredientes que consegui identificar: pimenta, mel, gengibre, amendoim, alguma coisa laranja e pedaços de uma outra coisa gosmenta. No final era bem gostoso, mas muito estranho...e doce também. O prato principal veio um beef com molho red curry e um Pai-Thai, macarrão frito com legumes não identificáveis e camarão, obviamente, doce...bem doce e picante: carne com leite de côco, vagem, pimentão, aspargos e pimenta. Nem baiano nem goiano ia aguentar aquilo. Mas eu comi. A água aqui nos restaurantes de jantar é de graça, e eu bebi, mas bebi água. Tanto que a menina que servia chegou a rir de tanto que encheu meu copo. No final, chá. Fiquei com medo do chá, mas era só chá sem açucar, e ri um bocado porque parecia chimarrão sem bomba nem cuia. Por fim, bananas enrroladas em uma massa tipo crepe e chantili e sorvete de côco. Quando o garçom veio tirar o meu prato falei que era muito picante e ele descaradamente me diz: Oh...you must order light spicy (você deveria ter pedido pouco apimentado)...ah tá...light spicy eu murmurei me babando (porque a língua estava amortecida). Como eu não disse nada, eles me mandaram o tradicional, ou seja, só quem come é tailandês e goiano. O preço, 17 dólares por pessoa, nada mais do que uma pizza em Brasília.



FUTILIDADES

Dizem que quem passa a mão nas bolas do touro no Financial Center (bem próximo de Wall Street) tem sucesso no mercado de capitais. Adivinhem se eu passei? Mas a foto comigo com a mão nas "partes" do touro ficou tão nojenta que foi censurada. Coisa terrível essa de ser supersticioso.

terça-feira, 1 de abril de 2008

FIRST WEEK is over...


A primeira semana acabou...


Hoje complei a primeira semana de NY. OAlguém me mandou um email e quer saber como eles são, os novaiorquinos. Muito legais, até agora. São cordiais para dar informação, apesar de não fazerem nenhum esforço em falar na língua dos outros. Repetem setenta vezes cada frase, mas não arriscam nenhuma palavra em outro idioma que não seja inglês. Fui mais maltratado no consulado brasileiro do que por qualquer novaiorquino até agora. Hoje, como recompensa pelo frio da semana passada, esquentou. Maravilhosos e quentes 14 graus de manhã, tive vontade de sair de manga curta!




A ONU fica a cerca de 1 quilometro e meio do MoMa (que fecha às terças), em linha reta. Como não é possível fazer essa linha reta, é preciso ir da 53rd até a 45th (caminhando pela 5th Avenue) e depois mais seis quadras até a 1st Avenue, onde está a ONU. No total são mais ou menos 18 quadras. O complexo da ONU é muito grande e vai da East 42nd até a East 48th street, sendo que o prédio principal fica mesmo no eixo da 44. Na mesma região está o Chrysler Building e a Grand Central Station, principal estação de trens urbanos, competindo com a Penn Station. O visual a partir da Grand Central Station é muito legal. Dá para ver a Grand Central (eclético), o Chrysler (Deco) e a ONU (Estilo Internacional) tudo na sequencia. Olhando para o outro lado se vê o MetLife (com participação do Gropius no ano em que eu nasci - 1963), 246 metros de altura. Mas o Chrysler continua a ser o símbolo de New York, pelo menos para mim.




Hoje nos vinte minutos de almoço dei uma circulada pela Diamond Row. Uma rua de joalherias que vendem todo e qualquer tipo de diamante. Judeus Hassídicos e outros que eu não sei de que corrente são (...), espalhados pela rua e as vitrines brilhando mais do que sapato de guri em dia de missa. Não deu para tirar foto porque tem um monte de seguranças nas calçadas e eu fiquei intimidado (não se iluda, você também ficaria).

segunda-feira, 31 de março de 2008

DAY SIX - Sobre café e galochas

Hoje estou escrevendo do dia de ontem, domingo. Almoçei, ou brunchei (fiz um Brunch) no SoHo, num café chamado Corner Coffe Shop, muito simpático. Quinze minutos de fila e, voilá, peguei uma mesinha bem confortável com vista para a Bleecker Street. SoHo significa South of Houston (é a área ao sul da rua Houston), lá é possível encontrar uma das maiores coleções de arquitetura de ferro do mundo, quando as grandes empresas começaram a explorar o mercado em New York nos anos 20 e 30, abrindo espaço para as fachadas envidraçadas de Mies na sequência. A maior parte dos prédios virou grandes lojas de grife e moradia de famosos e milionários, mas a região mantém um ar de anos 30 muito legal, com vendedores de roupa usada espalhando as peças pelo chão, misturadas com discos antigos, bicicletas e livros autografados. Milhares de pessoas na rua. Vou voltar outro dia, tem muito para ver.




Visitei a Pearl River Store, um magazine gigantesco de produtos chineses, de quimonos a cabeças de dragão, passando por cerâmica pintada à mão e tamancos de bambu. Impressionante. Depois de muito caminhar, um café no Starbucks (um Cafe Mocha pra mim) com cookies de Crawnberry e bolo de ameixas pretas. Vocês podem imaginar que ruim que estava...Voltei para casa no início da noite, e fui buscar um Mc´Donals, muito, muito cansado.

FUTILIDADES (mais...)
A Mystique Boutique no 547 da Broadway no SoHo vende moda alternativa com preços super-acessíveis.O estilo das roupas é clubber e vintage tatto, música bem alta em um prédio semi abandonado.


domingo, 30 de março de 2008

DAY FIVE - Imagine...if you can.

(Dia Cinco - Imagine...se puder)

O frio de -3º não me intimidou (apesar de quase) e depois de luvas, protetores de orelha e cachecóis, mandei ver no Central Park. Mudei os planos e visitei o Guggenheim Museum. O projeto de Frank Lloyd Wright (que homenageamos dando nome ao cachorro) é perfeito. Os detalhes da arquitetura unitarista de FLW vão ao limite. A rotunda é espetacular e a escala monumetal é perfeita.
Tive a sorte de conhecer as instalações de um inovador artista contemporâneo chinês chamado CAI QUO-QIANG. O nome da exposição é I Want to Believe (Eu quero acreditar). Ele trabalha com peças que simulam movimentos, em especial de pólvora e explosivos, não era permitido fotografar fora da rotonda, mas foi uma daquelas exposições que nos fazem ficar em silêncio, e onde a expressão "cada imagem vale mais do que mil palavras" ganha sentido.


Na foto o Dakota Building onde John Lennon morou, e o monumento em Strawberry Fields desenhado por Yoko Ono. Imagine.












FUTILIDADES
Sephora é uma rede de lojas de make-ups. O ideal é reservar um turno completo para ver pelo menos metade dos produtos, desde Lancôme à Guerlain. Se você é mulher, vá com outra mulher porque sozinha você vai ter crises de necessidade de contar o que viu. Se você não fala bem inglês quando está chorando de emoção, solicite uma atendente em espanhol. Vale!
Sephora - Times Square ao lado do Planet Hollywood, qualquer indiano que dirige táxi sabe onde fica.

sexta-feira, 28 de março de 2008

DAY FOUR - Home Sweet Home


















Hoje estou muito cansado. Trabalhei demais, não me controlei e caminhei outra vez! Resultado? Passei na farmácia e comprei uma lasanha em porção individual, uma coca, um suco de maçã Snapple, duas barras de chocolate. Ei! Eu disse "farmácia?". Isso mesmo, a Duane & Reade é a maior rede de drugstores de NY. Ontem comprei um conjunto de adaptadores de tomada, algodão, um litro de água mineral Perrier ($1.69 - R$ 2,70), papel higiênico, um pacote de bolachas suíças. Deixei de comprar abridores de lata, extensão de telefone, removedor de bolinhas de roupa de lã, amaciante e remédio para flatulência disfarçado de bala de menta para não dar na vista, além de trocentos tipos de aspirina. No café da manhã comi no Duke, uma Deli ao lado do apartamento que vende de sushi a tortas de ameixa (aquelas que a gente via na revistinha do Pato Donald). Descobri o verdadeiro sentido de um cheese...comi um cheese´ bacon.

Amanhã, sábado, a maior parte das lojas que são de judeus fecha. É o domingo deles por aqui. Estou pensando em um programa mais cultural. Primeiro uma feira de pulgas (Flea Market) em Hell´s Kitchen, um bairro ao lado do Theater District, depois o Museu de História Natural que tem 32 milhões (!) de itens e, à noite, sorry folks...vou tentar pegar um musical na Broadway. Os ingressos de última hora vendidos a partir das 2:00 pm custam até 80% mais barato em um quiosque chamado TKTS.
As fotos de hoje são do interior do apê prá acabar com esse assunto de uma vez por todas.

FUTILIDADES E OUTRAS COISAS LEGAIS PARA MULHERES

DICA: A Century 21 é uma loja de venda de super-marcas com preços absurdamente baixos. À primeira vista é uma espécie de armário de homem que mora sozinho, mas passando três ou quatro horas procurando no meio de blusas jogadas, mãos de luva sem par, casacos sem botão, você pode encontrar uma saia Dolce & Gabana pelo preço de uma corrida de táxi até o aeroporto. Tenha paciência e não se desespere com a confusão, ligue seu iPod no volume máximo e saia catando relíquias.

DAY THREE - Sobre apartamentos e galochas

O prédio onde moro fica em Midtown. O prédio é o que eles chamam de pré-war que como o bom português nos ensina é a caracterização de prédios anteriores à IIWW (Segunda Guerra Mundial...). Os prédios são Pré-war, post-war, Brownstone (aquelas casinhas estilo Woody Allen) e condo (aparthotéis e similares). O meu se chama Executive Plaza, é um prédio gigante, tem mais de 600 apartamentos, mas muito bem cuidado e organizado como vocês podem ver pelas imagens. É tão grande que tem a lavanderia de uso coletivo no subsolo, mas tem uma lavanderia de encomenda no térreo. As fotos do interior do apê vou colocar outro dia, quando ele estiver mais arrumadinho. Aluguei pela internet, um sufoco porque um amigo broker (corretor de imóveis...que chique falar isso em inglês!) chamado Johnattan me disse que é um mercado muito agressivo e que alugam os partamentos muito rápido. Praticamente todos os prédios têm porta giratória sem detector de metais, evita que o ar quente saia para a rua.


FUTILIDADES
A moda em NY é....Galochas. Isso mesmo, aquelas botas de plástico que as gurias eram obrigadas a usar para ir no colégio no meio do barro quando chovia . Só que aqui tem diversas estampas. Um par delas custa $39 (R$ 65) e elas podem ser vistas nas garotas mais descoladas acompanhadas de uma leg (com a bunda coberta pelo casacão, obviamente), com saia três quartos ou com mini-saia e meia-calça preta. Portanto, pode apostar que essa vai ser a moda do inverno no Brasil também.

A garota descolada da foto (apesar de ser mais conservadora em matéria de cor de galocha) estava revirando a bolsa na frente do teatro.












PS. O Meu-Cachorro-Frank ficou com o meu pai, curtindo férias em Porto Alegre.

quarta-feira, 26 de março de 2008

DAY TWO - Caminhando sem parar

Dia cheio. Comecei a tomar pé de tudo que está acontacendo no meu trabalho. Reuniões e reuniões, um monte de gente falando em inglês sobre problemas como necessidade de carga de energia, legislação, estrutura, leiautes...coisas que no Brasil eu estou acostumado e dou risada. Mas convenhamos: energia em Ampéres...dimensões em Pés e Polegadas...Área em Pés Quadrados e Peso em Libras...Ninguém merece, dá o triplo do tabalho só para entender. Isso que eu vim preparado e trouxe minha trena bilíngue, centímetros e polegadas, mas quando entra no dia a dia fica difícil. Para completar, a temperatura na barra do rodapé do meu computador em Farenheit, e depois dizem que chinês é que é complicado. Não bastasse, a moeda é dividida em one cent, five cents, one dime, a quarter of dollar e o dollar em si. Sei, sei, igual ao Brasil, mas preciso de assunto.

Caminhei da 51st street até o Ground Zero (antes World Trade Center), para ter uma idéia, pense o seguinte: as ruas começam na 1, e são numeradas quadra a quadra. Abaixo da 1st street começam as ruas do Soho, Tribeca, Chinatown e Financial Center, o Downtown, a cidade velha, por assim dizer. Então, no mínimo, foram 49 quadras, mais um monte que não tem número! Olhando no mapa medi uns 14 quilômetros. Se continuar assim, acho que vou dispensar a academia do prédio.

domingo, 23 de março de 2008

DAY ONE - Sobre táxis amarelos e motoristas indianos


Enfim, New York. Depois de muita batalha, o dia de desembarcar em NY chegou. Oito e meia da manhã. Temperatura 1 grau. Para um gaúcho que não gosta de frio, achei que ia ser bem pior, mas é suportável...Peguei um Yellow Cab com um motorista indiano, até aí, nada demais.
O problema foi que depois que entramos na auto-pista ele perguntou se podia passar na casa dele para pegar a licença de motorista que tinha esquecido. Como assim? Dois minutos, ele garantiu. OK, vamos lá, o preço é fixo: 49 dólares ($ 40 de trajeto e 9 de malas), mais gorjeta. Nos embrenhamos no Queens até uma enorme casa de madeira, ele desceu do táxi e lá fiquei eu, certo de que já estava no Candid Câmera. Que nada, o cara volta feliz da vida com a carteira de motorista. Chegamos em Manhattan e o carro começa a fazer um barulho estranho. Pensei que tinha furado um pneu, e o cara anuncia. Sorry, the taxi is broken...Como assim? Broken? Me larga numa esquina, desce as malas, dá bom dia e desaparece. Pego outro táxi para as próximas 5 quadras, o motorista quando sabe que sou brasileiro começa a cantarolar Aquarela do Brasil, fala em Ronaldo, e, enfim, o prédio onde aluguei o apê aparece gigante na 150 west 51st street. Vigésimo andar, muito confortável: academia, lavanderia, aquecimento de tudo que é tipo. Lençóis novos, toalhas novas. Perfeito. Depois foi sair e procurar casacos para comprar, tento não pensar que isto é dinheiro posto fora, mas vai ter que ser porque com o que trouxe de roupa não vai rolar. Para o primeiro dia foi suficiente, muita informação, o cérebro custa um pouco a se acostumar com o inglês, jet-lag. Agora são 10:45 pm, dormir e amanhã encarar meu primeiro dia de Trabalho. Ah...esqueci de falar que na finaleira meu celular da Claro entrou no ar, onze e quarenta e cinco da noite (Brasil) consegui ligar para o meu pai e desejar feliz aniversário, ou happy birthday daddy, como queiram.